Os mecanismos de defesa do ego, segundo Freud, são estratégias inconscientes, a que o ego recorre para atenuar a tensão, a ansiedade provocada por situações de conflito. São estratégias de defesa inconsciente que visam a protecção do ego. Existem diferentes mecanismos de defesa do ego: recalcamento – mecanismo em que os impulsos, desejos e sentimentos inaceitáveis ou desagradáveis são mantidas no inconsciente, sendo impedidos de aceder ao ego, ou seja, são afastadas da consciência; as recordações ameaçadoras, causadoras da ansiedade, são “esquecidas”. Ex: uma pessoa esquece-se que foi violada.
Regressão – mecanismo em que são adoptados comportamentos característicos de uma fase anterior do desenvolvimento, de um nível etário anterior, durante a qual o sujeito se sentia mais confiante. Ex: uma criança que teve um irmão volta a fazer xixi na cama e a querer uma chupeta.
Projecção – mecanismo em que a pessoa, não admitindo para si sentimentos experimentados porque são indesejáveis, atribui-os a outras pessoas. Ex: uma pessoa invejosa atribui este sentimento aos amigos ou á sociedade em geral.
Sublimação – mecanismo em que a pessoa substitui um objecto que lhe satisfaria a motivação por um outro socialmente mais bem aceite. O impulso inaceitável converte-se em acções aceitáveis. Ex: uma pessoa agressiva ingressa na polícia.
Racionalização – mecanismo em que as verdadeiras razões de um comportamento são distorcidas por justificações racionais. Ex: uma pessoa que não pode ir a uma festa diz que não vai porque não queria ir.
Compensação – mecanismo em que o individuo desenvolve actividades que valorizem ou compensem incapacidades, medos, sentimentos inconscientes de inferioridade. Ex: o sentimento de inferioridade pode ser compensado por uma actividade muito competitiva no mundo dos negócios.
Deslocamento – mecanismo em que o individuo transfere sentimentos, emoções e impulsos para um outro objecto substituto, para uma pessoa a quem originalmente não se dirigiam. Ex: um trabalhador grita com o colega depois de criticado pelo chefe.
Formação reactiva – mecanismo em que o individuo apresenta comportamentos opostos às pulsões para manter as características indesejáveis reprimidas. Ex: manifestar comportamentos afectuosos relativamente a alguém que se detesta.
quinta-feira, 13 de maio de 2010
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